ODS

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Objetivos de Desenvolvimento Sustentável
e Economia Circular

Mar. 3 2020

Nos últimos anos, a Economia Circular ganhou destaque crescente como uma ferramenta de abordagem integradora e multidisciplinar, apresentando como solução para alguns dos desafios mais prementes do mundo no âmbito do desenvolvimento sustentável. Por sua vez, em 2015 a Assembleia das Nações Unidas definiu os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), procurando fortalecer a paz universal e reconhecendo que a erradicação da pobreza em todas as suas formas e dimensões, incluindo a pobreza extrema, apresenta-se como o maior desafio global e um requisito indispensável para o desenvolvimento sustentável.

Os ODS abrangem questões de desenvolvimento social e económico, incluindo pobreza, fome, saúde, educação, aquecimento global, igualdade de género, água, saneamento, energia, urbanização, ambiente e justiça social. De forma integradora, a premissa da Economia (Social) Circular pode definir-se como um conjunto de condições e princípios de relevo que garantem que toda a atividade se traduz num contributo e impacto positivo nas pessoas, no planeta e na prosperidade. Portanto, as 17 metas, as 169 metas associadas e os 232 indicadores representam uma excelente estrutura para medir e avaliar os benefícios da Economia Circular Social.

A economia circular é relevante para todos os setores da economia, existindo à data inúmeros exemplos da sua implementação, bem-sucedida, em diferentes países e setores, como a título de exemplo (e não exclusivo) a indústria automobilística, a indústria alimentar, a indústria têxtil ou a indústria química. Se refletirmos, o maior desafio para a economia global será o de olharmos para os recursos, materiais e energia de forma diferente e considerarmos o design como peça chave da mudança de paradigma de uma economia tipicamente linear.

Cada vez mais, utilizando a Economia Circular como ferramenta multidisciplinar, onde se elimina o modelo de economia linear (assente no crescimento económico do consumo de recursos e da geração de externalidades negativas ambientais e sociais para uma economia baseada no valor), de longo prazo e com visão sistémica, as atividades económicas assentes num conceito de Economia Circular, restaurativo e regenerativo por princípio, tem como principal objetivo reorganizar e coordenar sistemas de produção e consumo em circuitos fechados, procurando preservar e aprimorar o capital natural; controlando os recursos finitos e equilibrando os fluxos de recursos renováveis; otimizando o rendimento de recursos fazendo circular produtos, componentes e materiais ao mais alto nível de utilidade durante todo o seu ciclo de vida, tanto no ciclo técnico quanto no biológico; e estimular a efetividade do sistema revelando e excluindo as externalidades negativas desde o princípio. Desta forma, será possível trabalhar numa evolução mais sustentada, contribuindo para alcançar os ODS.

A transição de uma economia linear para uma circular exige um esforço conjunto de partes interessadas de todos os setores, assim como a persecução dos ODS. As empresas e a sociedade em geral podem contribuir para a transição desenvolvendo competências em design circular para implementar a reutilização e reciclagem de produtos, e servindo como criadores de tendências de modelos de negócios inovadores da economia circular, ou incluir no seu dia-a-dia ações que promovam os ODS, atuando localmente, para espelhar e contribuir para uma mudança, globalmente.

No futuro, a avaliação do potencial das empresas, a diferenciação no mercado, e o desenho de um bom modelo de negócio estará assente nos princípios de Economia Circular e nos princípios dos ODS, sendo estes o motor de diversas oportunidades para a economia e sociedade, agregando e recuperando valor de modo mais resiliente, responsável e sustentável.

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