MATERIAIS QUE CONTÊM AMIANTO | MCA
O Comité Económico Social Europeu tem por objetivo a completa eliminação de todo o amianto usado e de todo os produtos que contenham amianto, tendo por meta a completa extinção até 2032.
Foi publicado pelo Instituto Português de Qualidade (IPQ) uma norma para uniformizar a inventariação e registo de materiais com amianto e sensibilizar gestores de edifícios e infraestruturas para a possibilidade da presença de fibras nocivas em diversos materiais de construção.
A utilização e a comercialização do amianto estão proibidas desde 2005 em Portugal através de legislação específica, refere a Comissão Técnica de Normalização (CT) 214 — Amianto que elaborou uma norma portuguesa NP sobre inventariação de amianto e materiais contendo amianto (NP 4593).
O risco de exposição a fibras de amianto não está diretamente e exclusivamente ligado aos trabalhadores envolvidos nas atividades relacionadas com amianto ou materiais com amianto, mas também com todos aqueles que, inesperadamente, possam estar expostos sem conhecimento ou formação adequada, especialmente em tarefas de alteração, de ampliação e conservação em edifícios, instalações, equipamentos, solo, entre outras actividades.
Desta forma, revela-se imperativo, proceder-se à inventariação e registo de todos os materiais com amianto, prioritariamente em edifícios, instalações e equipamentos construídos, ou aplicados, em anos anteriores a 2005, para que os seus proprietários possam tomar as medidas necessárias assegurando a segurança e saúde de todos os intervenientes, preconizado pela Comissão Técnica 214.
PERGUNTAS FREQUENTES
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EFEITOS PARA A SAÚDE
O amianto, dadas as suas propriedades e características (nomeadamente: elevada resistência mecânica, resistência a altas temperaturas, a produtos químicos, a microrganismos, ao desgaste e à abrasão, bem como o seu baixo custo), teve inúmeras utilizações e aplicações. Os materiais que contêm amianto (MCA) e as respetivas aplicações poderão apresentar significativas diferenças quanto à friabilidade (suscetibilidade para o material facilmente se partir ou desfazer) e, consequentemente, à sua propensão para libertar fibras para o ar ambiente.
O amianto é um produto cancerígeno que teve uma larga aplicação em materiais aos quais foi necessário conferir propriedades entre outras, de resistência à tração, resistência mecânica, resistência a altas temperaturas, resistência a produtos químicos e a microrganismos, resistência ao desgaste e à abrasão ao fogo e a altas temperaturas.
Todas as variedades de amianto são agentes cancerígenos, sendo o período de latência das doenças associadas à exposição muito elevado – entre 20 a 50 anos.
A maioria das fibras/poeiras que respiramos são impedidas de chegar aos brônquios pelos processos naturais de defesa de que o organismo dispõe. Todavia, dado que as fibras de amianto são pequenas e finas, muitas delas conseguem ultrapassar todo o percurso respiratório e as defesas naturais referidas, vindo alojar-se nos alvéolos pulmonares.
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ONDE ENCONTRAR
Até 2005 o amianto foi amplamente utilizado em diversos tipos de indústria e em diversos tipos de materiais de construção, nomeadamente:
Construção civil (proteção ignífuga, paineis acústicos, tetos falsos, fibrocimento, pinturas, asfaltos);
Indústria têxtil (mangueiras, cortinas, roupa isolante);
Fabrico de componentes para meios de transporte (automóveis, navios, aviões, comboios) e como isolante (térmico, elétrico, acústico), entre outros.
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OBRIGAÇÕES LEGAIS
As obrigações legais são as de avaliar o risco de exposição ao amianto e adotar as correspondentes medidas de prevenção.
Para avaliar os riscos:
identifica os materiais presuntivamente contendo amianto considerando as datas de aplicação na construção ou renovação;
confirma a existência de amianto nos materiais onde este foi presuntivamente identificado, através de análises laboratoriais dos mesmos em laboratórios preferencialmente acreditados para o efeito;
pondera o risco associado à envolvente.
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OS NOSSOS SERVIÇOS
Recolha e analise de amostra de amianto (esta etapa é acompanhada por um Técnico do BV mas é realizada por laboratório (Controlo de Risco);
Análise do Risco e Plano de Acções;
Emissão de Relatório.
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ORGANIZAÇÃO E GESTÃO DO SERVIÇO
Fase 1 - Recolha e Análise de Amostras de Amianto : A Fase 1 inclui a análise de todos os documentos disponíveis relativos aos edifícios e respetivo enquadramento
Fase 2 - Avaliação do Risco e Definição do Plano de Ações: A Fase 2 inclui a visita ao edifício para recolha de amostras sólidas para posterior análise laboratorial. Os resultados das referidas análises permitem aferir a existência de amianto na sua constituição. Destaca-se que o que se entende por amianto ou fibras de amianto é o seguinte: as partículas desta matéria, em qualquer das suas variedades, cujas longitude seja superior a 5 micrómetros (1 micrómetro = 0,000.001 m) ou o seu diâmetro inferior. Os testes planeados são destinados à Determinação de Amianto em Amostras Sólidas por meio da PLM ISSO 22262-1:2012 e, quando necessário, para Determinação de Amianto em Amostras Sólidas por meio de SEM-EDS ISO 22262:2012.
Fase 3 - Emissão do Relatório técnico: Por fim, é elaborado um relatório técnico detalhado, contendo os resultados da análise, a avaliação do risco e as medidas recomendadas. Esse documento serve como base para a tomada de decisões quanto à remoção, encapsulamento ou gestão contínua do amianto no local.
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